Pesqueira, no Agreste pernambucano, é um encontro de arte, fé e força do povo. Entrelaçando histórias de tradição, transforma cultura em identidade e celebra a vida com um colorido único. Conhecida como Terra da Graça, do Doce e da Renda: a Graça celebra a aparição de Nossa Senhora das Graças (1936) na comunidade Xukuru; o Doce resgata a tradição centenária de doces em calda e cristalizados; e a Renda renascença encanta pela delicadeza e valor à identidade local. A cidade vibra com manifestações como o Carnaval dos Caiporas e preserva a ancestralidade Xukuru.
Santuário De Nossa Senhora Das Graças
O Santuário de Nossa Senhora das Graças, localizado no Aldeia Guarda, na Vila Real de Cimbres, é um importante local de devoção católica e destino de peregrinação. O santuário está associado às aparições da Virgem Maria em 1936, quando duas meninas, Maria da Luz (Irmã Adélia) e Maria da Conceição, relataram ter visto a Virgem Maria pedindo orações pela paz. Para chegar ao local da aparição existe uma escadaria com 358 degraus, essas aparições tornaram o local sagrado para os fiéis.
Cimbres é uma área histórica e culturalmente rica, com forte presença das tradições indígenas e religiosas. O santuário recebe devotos de diversas regiões, especialmente durante eventos religiosos e celebrações como a Festa de Nossa Senhora das Graças, em Agosto. A atmosfera espiritual do lugar, cercada por belas paisagens da região, faz do santuário um ponto de grande significado religioso e cultural no estado de Pernambuco.
Aldeia Guarda – Vila Real de Cimbres.
Monte da Graça (Cruzeiro de Pesqueira)
O mirante natural localizado nas encostas da Serra do Ororubá, onde foi erguido um cruzeiro, uma capela e um mirante, durante o passeio você terá a oportunidade de vê a via sacra representada em quinze estações da Paixão de Cristo. Construído em 1939, o monumento é referência à fé católica e o espaço oferece vista panoramica da cidade e paisagem natural. O espaço é utilizado para celebrações religiosas, como procissões, missas e eventos religiosos
Um espaço perfeito para um por do sol e contemplação da cidade.
Missa aos domingos às 9:30h
Todos os meses no dia 27 às 19h
Serrinha, em frente ao bar do Papa.
Museu do Doce
Inaugurado em 2013 , o Museu do Doce , ocupa parte das instalações da Antiga Fábrica Rosa que fechou sua linha de produção em 1996 , localizado no centro da cidade na praça comendador José Didier. O acervo guarda a memória do apogeu do doce que impulsionou a economia de Pesqueira e região por aproximadamente um século. Peças que incluem tachos, caldeirões e uma série de artefatos , bem como documentos e imagens que contam a história e preservam a memória da cidade.
Praça Comendador José Didier, Centro, Pesqueira-PE
Casarão da Família Brito
A construção dessa magnífica residência é anterior ao ano de 1920. O casarão situava-se na chácara de Cândido de Brito, fundador da Fábrica Peixe.
O prédio foi construído com três recuos, tendo o telhado rodeado por calhas de madeira sustentas por braçadeiras também em madeira. As portas e janelas possuem bandeiras na parte superior. Todas as portas e janelas são emolduradas com elementos decorativos de massa, detalhe muito comum nas construções desde o período colonial no Brasil. Outro ponto a se destacar na construção é o pequeno caramanchão do lado esquerdo à entrada principal do palacete, ainda hoje conservado. É um edifício centenário e um dos mais belos casarões de Pesqueira.
Rua Coronel Carlos de Brito, s/n, Centro.
Cadetral de Santa Águeda
Santa Águeda é uma santa italiana das tradições cristãs, venerada pela coragem e pela fé. É reconhecida como padroeira das mulheres que enfrentam o câncer de mama, sendo para elas um símbolo de esperança e proteção.
Sua história, do século III, em Catânia, Sicília, envolve perseguição e martírio, tendo sofrido inúmeras torturas e a amputação dos seios por ordem de um oficial romano. Tornou-se, assim, símbolo de força inabalável e fé resoluta.
A Catedral de Santa Águeda, Sé Episcopal da Diocese de Pesqueira/PE, é um marco religioso e cultural que guarda a fé e a identidade do povo pesqueirense. Sua construção começou em 1852, mas enfrentou grandes dificuldades financeiras e ficou duas décadas em andamento.
Durante a grande seca de 1877-1879, conhecida como a seca dos três setes, a região da Serra do Ororubá sofreu fortemente com a fome e a miséria. Seus habitantes ficaram conhecidos como os flagelados de Ororubá. Em resposta a esse cenário, o Imperador Dom Pedro II destinou um generoso donativo para socorrer a população local. Parte desses recursos, somados a contribuições governamentais e populares, possibilitou a conclusão da obra, inaugurada em 1889.
A Catedral é, até hoje, o centro das celebrações da padroeira. No dia 5 de fevereiro, a cidade se transforma em cenário de fé e devoção, reunindo moradores e visitantes em Missas e procissões que mantêm viva a tradição religiosa de Pesqueira.
Visitar a Catedral é mergulhar nessa atmosfera única, onde história, fé e identidade se entrelaçam, revelando a força de um povo que soube transformar desafios em patrimônio cultural e espiritual.
Praça Dom José Antônio de Oliveira Lopes, Centro.
Igreja De Nossa Senhora Da Conceição / Convento Dos Franciscanos
Esta igreja foi a 3ª a ser construída em Pesqueira e faz parte do Convento de São Francisco e tem estilo neogótico. A primeira pedra do convento foi assentada em 1902 e em 02 de fevereiro de 1905 foi realizada sua inauguração. Em fevereiro do ano seguinte, iniciaram-se as obras da Igreja a qual foi inaugurada em 8 de dezembro do mesmo ano. Seu acesso é feito por uma grande escadaria. Sua fachada é composta por 3 portas e 3 janelas. Tem a torre sineira localizada no centro da entrada sobre o frontão na qual existe um relógio que foi lá colocado em 1925. Todos os vãos têm no alto, arcos ogivais com nervuras em massa. Seu interior tem 3 naves e coro, cuja escada é em madeira, com formato de caracol. No local onde se encontra a pia batismal, há uma proteção com portões em madeira de jacarandá toda trabalhada. Os altares laterais, também em jacarandá, sofreram influência gótica alemã.
A capela-mor possui 9 cadeirais e belíssimos vitrais, com a imagem da Virgem. No altar-mor a imagem de Nossa Senhora, ladeada por santos. Está situada em meio ao núcleo urbano, numa elevação de onde se avista a Serra do Ororubá.
Os horários das missas são os seguintes: terça-feira, às 6h e 19h; quarta-feira, às 19h; quinta-feira, às 18h, com Adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida da Celebração Eucarística; sexta-feira, às 19h; sábado, às 19h; e domingo, às 6h, 8h e 19h.
Av. Cel. Carlos de Brito, S/N, Centro.
IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS MONTANHAS
A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Montanhas está localizada na Aldeia Vila de Cimbres, 232 km de Recife e 18 km de Pesqueira, Agreste Central de Pernambuco, no Território Indígena Xukuru do Ororubá. É a igreja mais antiga do interior do Estado e a primaz da Diocese de Pesqueira.
Também conhecida como Igreja Matriz de Cimbres, acompanha a história do lugarejo que tivera o nome de Ararobá e de Monte Alegre, e sua origem data do século XVII com a chegada da invasão portuguesa e o processo de colonização do povo originário Xukuru do Ororubá, e a consequente catequização. Sendo responsáveis pela catequização e evangelização no local, os padres da Congregação do Oratório de São Felipe Néri (ou também chamados de Padres Oratorianos) na figura do Pe. João Duarte do Sacramento (que posteriormente, em 1685, tornou-se o 2º Bispo da antiga Prelazia de Pernambuco, Diocese de Olinda e atual Arquidiocese de Olinda e Recife, mas que morrera antes de ser sagrado) fundaram a Missão de Ararobá com o título de Nossa Senhora das Montanhas, em 1671, e em 03 de abril de 1692, o bispo da Diocese de Olinda, Dom Matias de Figueiredo e Melo, criou a Freguesia de Nossa Senhora das Montanhas, responsável pela evangelização nos agrestes e sertões pernambucanos.
Uma das figuras históricas importantes que fora Vigário de Cimbres, de março a junho de 1879, o então Pe. Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, natural de Cimbres nascido em 17 de janeiro de 1850, que foi ordenado presbítero em 04 de abril de 1874, sagrado bispo em 1890 e em 11 de dezembro de 1905, o papa Pio X o criou Cardeal com o título de presbítero da Igreja de São Bonifácio e Santo Aleixo, em Roma, com imposição do barrete em 14 de março de 1906, sendo o primeiro Cardeal do Brasil e da América Latina
Rua Cardeal Arcoverde, S/N, Distrito de Cimbres.
Castelo de Santa Helena
Erguido em meio às paisagens serranas de Pesqueira, o Castelo Santa Helena é um dos destinos mais encantadores do Agreste. Inspirado na arquitetura medieval europeia, impressiona com suas torres imponentes, esculturas de mármore e ambientes temáticos que parecem transportar o visitante para outra época.
Idealizado pelo empresário e artista Edvonaldo Torres, o castelo fica na Fazenda Santa Helena, próximo ao distrito de Ipanema, a cerca de 15 km do centro da cidade. O espaço abriga atrações únicas, como a capela de pedra construída sobre uma ilha, a adega subterrânea a 17 metros de profundidade e praças decoradas com leões, cavalos e fontes ornamentais.
Mais que uma obra arquitetônica, o Castelo Santa Helena é um lugar onde arte, história, natureza e romantismo se encontram. Perfeito para passeios, eventos, ensaios fotográficos e celebrações, ele se firma como um ícone turístico e cultural de Pesqueira, convidando visitantes a viverem uma verdadeira viagem no tempo.
Distrito de Ipanema
Castelo de Pesqueira
O Castelo dos Torres foi fundado pelo empresário Edvonaldo Torres no início dos anos 2000. Está localizado no bairro Pedra Redonda, e tem um estilo peculiar.
Abriga peças de vários países e tem esculturas de encantar qualquer colecionador da área. Traz o estilo de Gaudí, grande arquiteto espanhol em seus detalhes. O espaço demorou quase 20 anos para ser construído e hoje está aberto para visitas individuais e excursões.
Rua Historiador Luís W de Sá Ferraz, 10 – Pedra Redonda.
Povo Xukuru e Espaço Mandaru
Os Xukuru do Ororubá são guardiões de um território sagrado, onde a natureza, a fé e a cultura caminham juntas. Vivem em 24 aldeias e mantêm viva a espiritualidade através do Toré, da produção artesanal e da conexão com seus ancestrais.O Espaço Mandaru é um convite à imersão. Experimente o samba de coco, participe da pintura corporal, saboreie um almoço tradicional e conheça a Casa das Sementes. É arte que nasce da terra e se manifesta em cada gesto, em cada som, em cada memória viva.
O mês mais visitado é o de agosto. Encontra-se em bom estado de conservação e uso.
Aldeia Pedra d’ Água, território indígena Xukuru de Ororubá